Porta 66 - Curta-metragem de Terror
Perante um aumento inesperado da renda, um jovem casal, Tiago e Mariana, vê-se forçado a procurar nova habitação. A cada visita a uma casa, o seu relacionamento e sanidade são colocados à prova, enquanto Tiago é atormentado por uma porta misteriosa.
Diretor de Fotografia, Designer, Artista de VFX, Supervisor de VFX
Davinci Resolve, Blackmagic Fusion, Adobe Photoshop
Sony A7S III, Atomos Ninja V
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No início de 2025 fui abordado por um amigo actor próximo e um conhecido dele para tentar competir na edição desse ano do Festival de Terror MotelX. Este amigo e eu tínhamos dirigido e produzido Habitat em apenas duas semanas em 2023 e alcançámos o Top 10 naquela edição do MotelX, por isso queríamos tentar ultrapassar isso.
Trabalhando com a Bárbara (escritora, realizadora), começámos a esboçar ideias, desde um filme de terror sangrento, até um terror psicológico profundo e artístico. Muitas coisas surgiram durante o processo, mas acabámos com uma ideia que achávamos mais afável com audiências mais jovens.
Tomando o seu nome da iniciativa portuguesa Porta 65 de habitação acessível, "Porta 66" conta a história de um jovem e a sua namorada que subitamente têm de lidar com senhorios desrespeitosos e os preços de habitação a disparar, tudo isto enquanto tentam gerir a sua relação e ele lida com trauma e ansiedade.
Quis focar-me na direção de fotografia deste curta em vez de na realização, por isso tentei e apliquei o conhecimento tanto da minha experiência em fotografia de estúdio e retrato, como da minha formação em direção de arte e 3D, para tentar conseguir planos e composições mais únicos.
A localização era apertada. Era uma casa lotada com uma equipa de cerca de 11 pessoas, e era contrarrelógio. Tínhamos apenas 1 dia na casa e meio dia na localização da garagem, por isso o tempo era essencial. Trabalhando com a equipa de iluminação, montámos o máximo de configurações de iluminação reutilizáveis que conseguimos, e tivemos de ser criativos com a quantidade de luzes e equipamento que tínhamos.
A Sony A7S III e as suas capacidades de gravação 12bit raw em conjunto com o Atomos Ninja V foram incríveis em pós-produção, tanto para correção de cor, como para efeitos visuais, ajudando a conseguir mattes complicadas e rotoscoping com menos compressão de imagem.
Foi a minha primeira vez em set com uma equipa tão grande, e foi uma ótima oportunidade para conhecer novas pessoas e explorar as ideias de outras pessoas sobre o que um filme deveria ser e parecer.
No final, o objetivo de alcançar uma qualificação melhor não foi cumprido, mas ficámos felizes por o ter feito. A experiência e o conhecimento adquiridos são sempre um plus, e definitivamente virão a ser úteis em qualquer projecto que venha a surgir.
Fiquem com alguns dos meus shots favoritos deste curta!
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